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Mostrando postagens de maio, 2018

Primeiras Impressões: Dirty Computer, Janelle Monae

Ano: 2018 Selo: Wondaland/ Bad Boy/ Atlantic Gênero: R&B, Hip Hop, Soul Parece: Sza, Solange Boas: Pynk, Make Me feel, Crazy, Classic, Life. Nossa Avaliação: Positiva Janelle Monáe está de volta após cinco anos do lançamento de seu álbum Electric Lady, e pela primeira vez está com um novo trabalho que não segue o conceito de Cindi Mayweather de seu EP Metrópolis : Suíte ( The Chase) de 2007, e de seus dois primeiros álbuns, The Archandroid e Electric Lady, em uma narrativa atraente distópica, mas estará tratando da alienação que as redes sociais e a robotização causa nos sujeitos, tema muito em voga nos dias atuais. E de sexo, empoderamento feminino e revolta contra a nova onda conservadora nos EUA. Janelle lançou dois ótimos singles para divulgação do trabalho, que já foram analisados em postagens antigas nesse blog, em que trazem influencias da R&B e do soul. E os clipes de divulgação do trabalho são de feições setentistas, bem nostálgicos e na faixa inaugural há a pr

Primeiras Impressões: 7 Beach House

Ano: 2018 Selo: Sub Pop, Bella Union Gênero: Dream Pop, rock alternativo Parece: Grizzly Bear Boas: Dive, Black Car, L’Inconnue. Nossa Avaliação: Positiva. Como o título mesmo faz menção, esse é só o sétimo trabalho de estúdio do duo de dream pop de Baltimore comandado por Alex Scally e Victoria Legrand. E podemos dizer, seguramente esse é o melhor álbum da dupla depois do aclamado Bloom, de 2012. Eles vêm trazendo os mesmos elementos já trabalhados pela banda à exaustão desde os primórdios, mas aqui os temas parecem estar mais coesos e a sonoridade mais próxima do rock alternativo com traços de shoegaze, com que a banda sempre flertou. E percebe-se que a banda, já em seu sétimo álbum de estúdio, se depara com o seu dilema: como se manter inovando e sem recorrer a velhas formas utilizadas ao longo de nossa trajetória? Pergunta que todas as bandas veteranas já devem de ter feito. Na realidade, houve uma troca de produtores. A dupla deu férias a Chris Coady, que vem colabora

Primeiras Impressões: Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino

Ano: 2018 Selo: Domino Gênero: Rock, pop, eletrônica, lounge pop Parece com: The Last Shadow Puppets Boas: Star Treatment, Four Out Five Nossa Avaliação: Mista Os Arctic Monkeys nos deixaram sem notícia por cinco longos anos, isso depois do lançamento de AM, que é de longe o seu álbum mais conhecido e mais apreciado por pessoas mesmo de fora da sua fã base, por ter trazido elementos de stoner rock ( sabe-se que esse álbum foi co-produzido por Josh Homme, o frontman do Queens of The Stone Age, e a banda se mudou inteira para Los Angeles no processo de composição e de gravação de sua mais nova obra) e músicas pop e de fácil acesso. É na verdade seu álbum mais conhecido fora dos fãs dos primeiros albuns. E, claro, os fãs esperavam um AM 2. Aí quando o álbum sai no Spotify, o que você escuta é “Tranquility Base Hotel & Casino. Como fazemos? Ao que se sabe, Alex Turner, líder dos Arctic, passou por um momento de sua vida tentando aprender a tocar piano. Ele ainda não domina o i

Primeiras Impressões: Viagem ao Coração do Sol, Cordel do Fogo Encantado

Ano: 2018 Selo: Independente Gênero: MPB, Alternativo Boas: Raiar ou o Vingador da Solidão, Liberdade ou a Filha do Vento, Conceição ou do Tambor. Nossa Avaliação: Positiva A Cordel do Fogo encantado é um grupo musical oriundo da cidade de Arcoverde, em Pernambuco. Sabe-se que a cena musical pernambucana tem nos trazido artistas incríveis, exemplos disso Mombojó e Nação Zumbi, e esse estado brasileiro é o berço do Manguebeat, um conjunto de sonoridade única e envolvente que vem encantando publico e crítica ao longo dos anos. No seu início houve uma preocupação com a poesia mas eles descobriram que podiam fazer algo mais pela música e aí está o resultado, essa singularidade musical que lhe é tão própria. Fazendo turnês e participando da trilha sonoras de filmes, por exemplo. E agora nesse inicio de 2018 eles vem com esse trabalho novo, Viagem ao Coração do Sol, em que entregam algo sublime e de bastante qualidade. E vem sedentos por liberdade, palavra que ditou toda a criação a

Primeiras Impressões: Kassin, Relax

Selo: Lab 344 Gênero: MPB, Indie Pop, Alternativo. Boas: O anestesista, Seria o Donut Nossa Avaliação: Positiva Kassin é tido na atualidade como um dos mais versáteis e competentes produtores musicais da atualidade musical brasileira. Foi responsável por exemplo pela bíblia indie Ventura de Los Hermanos E “Sim” de Vanessa da Matta e traz como uma marca sua como produtor poder lidar com as referências disponibilizadas pelos artistas com os quais trabalha e fazer algo consistente disso. Agora, em seu álbum autoral vamos ver se ele lida bem com isso. O que podemos perceber é um misto de Pop, Jovem Guarda, mas não se esquecendo do Soul e do Indie. Elementos presentes em maior número nesse seu trabalho autoral, além de outros em menor escala. Em Relax, ele traz em arranjos e melodias influências da jovem guarda e do pop rock sessentista. O jazz vindo de encontro ao lúdico e ao divertido. Além de referências setentistas que podem ser relacionadas ao Clube da Esquina, por exemplo. O

Primeiras Impressões: Novas Famílias, Marina Lima

Selo: Pomm_elo Lançamento: 2018 Gênero: MBP, pop funk Nossa Avaliação: Positiva Boas: Juntas, Mãe Gentil e Climática. Marina Lima foi uma das musas dos anos 80, e tem hits memoráveis, e parcerias com ídolos oitentistas como por exemplo Lobão, Cazuza, e Lulu Santos. Agora ela está nesse retorno, com um álbum em que a sua fórmula pop não foi de modo nenhum abandonada, mas expandida, pois vem agora com um cunho político, como podemos notar agora em trabalhos como Só os coxinhas, que foi lançado como lead single, em que Marina claramente expõe a sua crítica sóciopolítica com aqueles conhecidos como “reaças” pessoas que saíram ás ruas pedindo a queda do governo populista de 13 anos do PT, funk esse composto com o seu irmão, Antonio Cícero. Nesse novo álbum, o 21 de sua carreira e sete anos após Climax, e produzido por ela junto a nomes como Dustan Gallas (musico da banda cearence Cidadão Instigado) e com a colaboração de Arthur Kunz ( metade da dupla paraense Strobo), insatisfeit